Fôlego Renovado

7 05 2007

O Rio de Janeiro é conhecido por muitos como a cidade do samba, mas a cada dia o rock vem ganhando mais espaço no cenário musical carioca e brasileiro. Uma safra de novas bandas que tem surgido nos últimos anos é a grande responsável por tornar o Rock N Roll feito na Cidade Maravilhosa conhecido em todo o país e até no exterior. Nomes como Moptop, Rockz, Mutreta, Rhuna entre outros tem corrido atrás para levar o seu som ao maior número de pessoas e deixado a sua marca nos principais festivais e prêmios do gênero. Além de marcar presença em diversos programas de TV e ter a música tocando nas rádios.
As novas tecnologias, sobre tudo a Internet, tem favorecido muito os artistas que querem tornar seu trabalho conhecido do grande público. Os tradicionais demos estão dando lugar aos sites próprios e a portais como Myspace, Last.Fm, onde as bandas disponibilizam as suas músicas, clipes para download gratuito, além de terem um lugar para divulgar a agenda de shows e novidades. A Rockz –que em pouco tempo de carreira já recebeu indicação da respeitada Revista Bizz, participações em vários programas e clipe rolando na MTV – deve grande parte do sucesso aos portais. “Graças ao Myspace temos o nosso clipe sendo veiculado em Portugal, músicas tocando em uma rádio na Austrália, fora as pessoas que conhecem a banda “do nada” ” , conta o baterista Pedro Garcia um dos fundadores da banda.
Por conta da visibilidade dada pela internet, o espaço no Rio dedicado às bandas tem sido cada vez maior, muitas já conseguiram formar um público cativo, que as acompanha em todos os shows. Devido ao sucesso, as apresentações não se restringem aos palcos cariocas, muitas fazem show pelo Brasil a fora. Esse é o caso da banda Mutreta – fundada em 1999 e que ganhou esse nome só para vir depois dos Mutantes nas prateleiras de discos – “As pessoas estão sempre interessadas na música que é produzida aqui. Ainda somos referência” afirma o vocalista Fred Entringer. O Rockz Garcia engrossa o coro, “A recepção em outros lugares tem sido muito boa, muitas vezes até mais calorosa”.
Mas para chegar ao reconhecimento nacional tem que percorer uma estrada longa e enfrentar diversos obstáculos. Nem todas têm a sorte de ser contratada por uma grande gravadora logo no inicio de carreira. A banda Lasciva Lula, vinda da cidade litorânea de Cabo Frio, já lançou 3 EPs – nome dado a uma gravação em cd ou vinil com duração variando de 30 a 60 minutos – e em breve colocará na praça o primeiro cd, todo ele produzido de forma independente. Mas apesar da grande quantidade de shows e vendas de EP´s (o primeiro esgotou) os integrantes ainda trabalham muito para manter a banda, como afirma o vocalista Felipe Schuery “ Nenhum de nós vive do que ganhamos com a banda, todos temos empregos paralelos. Mas depois de muito trabalho, estamos conseguindo transformar a banda numa atividade auto-sustentável. Não pagamos para tocar”. Esta é a realidade de muitos músicos que compõe o cenário underground – fora dos padrões comerciais – no Brasil, vários roqueiros mantêm trabalhos paralelos, tocam em outras bandas ou mesmo solos. Quem disse que viver de música é fácil?!

* Parte da matéria escrita especialmente para o jornal da faculdade. (publicada em 30/10/06)

*Fotos de divulgação: esquerda – Lasciva Lula / direita – Rockz


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Uma resposta

8 05 2007
Du

Massa! Concordo que a internet mudou a dinâmica da comunicação em muitas formas, como diria meu amigo “Não sei como as pessoas viviam sem internet”, e é mais ou menos isso, é a coisa do autobroadcast que transformou a web e possibliita que as pessoas dividam suas experiencias, sejam ela musicais, fotograficas, artisticas e conhecimento de uma forma geral. Boa sorte com o BLOG!

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